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    RSA Conference 2026: reflexões, aprendizados e a experiência Tripla em São Francisco

    06/04/20268 min de leituraPor Sarah Ferreira Rodrigues
    RSA Conference 2026: reflexões, aprendizados e a experiência Tripla em São Francisco

    RSA Conference 2026, realizada no Moscone Center em São Francisco, reafirmou sua posição como o epicentro mundial da cibersegurança. Com o tema focado no elemento humano e na colaboração em uma era de máquinas inteligentes, o evento reuniu mais de 43.000 participantes e 600 expositores para discutir o futuro da proteção digital.

    Para a Tripla, marcar presença na RSAC é uma tradição consolidada que reflete nosso propósito de proteger e impulsionar os negócios de nossos clientes por meio das nossas soluções em disponibilidade, proteção e conformidade

    Acompanhar de perto o evento mais relevante de cibersegurança do mundo é fundamental para o aprimoramento contínuo de nossa entrega.  

    Ao nos conectarmos com os principais executivos globais e fabricantes de ponta, garantimos que nossas soluções estejam sempre alinhadas aos momentos formativos e às inovações mais relevantes do mercado mundial. 

    Neste artigo, compartilhamos os detalhes da experiência que vivenciamos ao lado de nossos clientes em São Francisco, destacando o que acompanhamos de perto nos estandes dos principais fabricantes globais e as reflexões estratégicas sobre as tendências que devem nortear o mercado de cibersegurança neste ano.  

    Boa leitura! 

    Uma Experiência de Curadoria e Relacionamento 

    Anualmente, a Tripla consolida uma tradição: levar conosco um grupo seleto de clientes, executivos e líderes de TI que confiam suas jornadas tecnológicas à nossa parceria, para vivenciarem a experiência da RSA Conference.  

    Entendemos que o valor de estar no evento não reside apenas em absorver as tendências globais, mas em fomentar essa discussão ao lado de quem, na prática, enfrenta os desafios que as inovações do setor buscam solucionar. 

    Ter nossos clientes presentes torna a experiência exponencialmente mais rica.  

    É uma oportunidade única para analisarmos, em conjunto, como as novas tecnologias se aplicam a projetos reais e necessidades específicas.  

    A agenda da “Experiência Tripla” foi desenhada para equilibrar essa densidade técnica com momentos de imersão fora do ambiente de conferência, onde o networking e o lazer servem como catalisadores para parcerias ainda mais sólidas. 

    Para que essa troca acontecesse de forma leve, exploramos várias atrações turísticas da região, como: 

    • Ecossistema de inovação: exploramos o berço da tecnologia com passagens pelo GoogleplexApple Park e a histórica garagem da HP em Palo Alto, conectando o grupo à origem das inovações que sustentam o mercado atual; 
    • Programação regional: incluímos momentos em Napa Valley, com visita à vinícola Castello di Amorosa, e uma imersão histórica na Ilha de Alcatraz;  
    • Integração cultural e esportiva: acompanhamos a partida entre San Francisco Giants e Sultanes de Monterrey no Oracle Park, evento que marcou a estreia do uniforme “Gigantes” em valorização à comunidade latina. 

    Ecossistema de Parceiros: aprofundando a Defesa Moderna 

    Como parceira estratégica, a Tripla mantém qualificações rigorosas junto aos maiores players globais, entendendo que a cibersegurança de alta performance exige conexão direta com os desenvolvedores das tecnologias que protegem o mercado.  

    Na RSAC temos uma oportunidade valiosa dessa proximidade, e nosso time esteve presente nos fóruns executivos e estandes de alguns desses nossos grandes parceiros. 

    A seguir, trouxemos alguns insights de alguns fabricantes de tecnologia com os quais atuamos e que visitamos no evento: 

    Okta: Identidade como Perímetro e o Futuro com IA 

    Participamos de um café da manhã exclusivo no Headquarter da Okta, discutindo como conectar com segurança desde a força de trabalho interna até os clientes finais.  

    A Okta reafirmou a identidade como o novo perímetro, introduzindo inovações para Identidades Não Humanas e Agentes de IA. A estratégia foca em mitigar riscos e reduzir a fricção, garantindo que a “identidade certa” acesse o “recurso certo”, protegendo o ciclo de vida completo da identidade em um mundo onde o acesso é o alvo número um. 

    Illumio: A Prática do Zero Trust Segmentation 

    Estivemos, também, em um Executive Briefing da Illumio, focado em estratégias avançadas de Zero Trust Segmentation.  

    Em um cenário de ameaças persistentes, a microsegmentação é vital para reduzir superfícies de ataque e conter movimentos laterais.  

    A abordagem da Illumio transforma o princípio do Zero Trust em prática, isolando cargas de trabalho em ambientes híbridos e multi-cloud. O foco é a contenção: assumindo que o perímetro pode ser rompido, a segmentação garante que um incidente isolado não se transforme em um desastre sistêmico para o negócio. 

    Cloudflare: resiliência e soberania digital 

    No Trust Forward Summit, a Cloudflare apresentou avanços críticos em Zero Trust SASE e na construção de uma internet mais resiliente.  

    Para o mercado brasileiro, a capacidade da Cloudflare de operar com baixíssima latência e garantir alta disponibilidade é fundamental para manter a infraestrutura digital protegida, independentemente do volume de ataques. 

    A participação da Tripla nos debates com a Cloudflare trouxe um alerta importante: a Criptografia Pós-Quântica deixou de ser apenas uma promessa tecnológica para se tornar uma necessidade imediata no roadmap de segurança.  

    Boa parte do tráfego pelo qual as empresas pagam hoje já é composto por bots de IA, muitas vezes sem o conhecimento das organizações. Nesse cenário, a proteção contra o abuso de IA e a defesa ativa de APIs em tempo real tornaram-se requisitos obrigatórios para garantir a continuidade dos negócios. 

    Teramind: Visibilidade Comportamental e Governança de Dados 

    Também passamos pelo estande da nossa parceria Teramind, um braço essencial para a governança de dados.  

    A relevância da solução reside na visibilidade comportamental profunda, essencial para prevenir o vazamento de dados (DLP) e gerenciar a conformidade. Na era da IA, a plataforma evoluiu para monitorar como ferramentas de IA generativa são usadas internamente, garantindo que a inovação não comprometa a propriedade intelectual ou a segurança das informações corporativas. 

    Check Point: a nova fronteira da IA factory security 

     Outra visita estratégica que fizemos durante a RSAC 2026 foi aos nossos parceiros da Check Point Software, que em 2026 consolidam-se como peça central em nossa arquitetura de defesa.  

    A marca se posicionou no evento como líder em Secure AI & Agentic Workloads, apresentando soluções que garantem que as empresas possam adotar a IA generativa sem expandir perigosamente sua superfície de risco. O grande destaque acompanhado pelo nosso time foi o nascimento de uma nova categoria: o firewall que entende e protege interações de IA.  

    Com a aquisição da Lakera, a Check Point materializou um blueprint arquitetural para proteger a infraestrutura de dados que treina e hospeda IAs, bloqueando manipulações e roubos de dados em tempo real. 

    Alguns insights e reflexões sobre a RSAC 2026 

    A RSA 2026 consolidou uma mudança de paradigma definitiva: a transição da “utopia da prevenção” para a realidade da ciber-resiliência. Cruzando as percepções de nossa liderança com os dados coletados no evento, destacamos os pilares dessa nova era: 

    1. A IA como Protagonista e o Foco em Resiliência 

    Se nas últimas edições a Inteligência Artificial vinha ganhando espaço gradualmente, na RSAC 2026 o seu crescimento foi expressivo, tornando-se a espinha dorsal de cerca de 40% da agenda oficial. Mais do que uma trilha isolada, ela se integrou a pilares como Identidade, Cloud Security e Threat Intelligence. Como observou nosso CEO, Rodrigo Colen

    “A cibersegurança não está evoluindo. Ela está se reinventando e a maioria das empresas ainda não percebeu o tamanho disso… Não usar IA na defesa deixou de ser uma opção, virou risco.” 

    Diante dessa reinvenção, o foco das organizações deve migrar para a redução do impacto de incidentes. Na prática, isso exige que as empresas parem de investir apenas em produtos isolados e passem a focar em serviços profissionais e consultoria especializada.  

    A resiliência real só acontece quando a tecnologia é acompanhada de uma execução precisa, garantindo que as ferramentas estejam corretamente configuradas para sustentar a operação mesmo sob ataque. 

    2. IA Agêntica: O Desafio da Autonomia sem Governança 

    O tema dominante da RSAC 2026 foi a IA Agêntica — sistemas com autonomia para investigar e remediar ameaças. No entanto, o entusiasmo do mercado contrasta com dados alarmantes: 63% das organizações não conseguem impor limitações de propósito aos seus agentes e 60% carecem de meios para interromper um agente com comportamento anômalo.  

    Sobre esse risco, nosso CTO, Hugo Bär, trouxe uma provocação essencial: 

    “Um analista experiente olha para um alerta às 3h da manhã… e sente que aquilo é diferente. Não porque os logs disseram, mas porque ele conectou o que os dados não mostram. É o que um modelo treinado no passado, por definição, não consegue fazer sozinho.” 

    Essa reflexão reforça que a adoção de IA não pode significar a abdicação do controle humano. Por exemplo, ao considerarmos o processo de melhoria contínua que buscamos para o Cyber Watch, o SOC proprietário da Tripla, já aplicamos a IA como multiplicadora de força, mas mantendo a sensibilidade analítica para decisões de alto impacto.  

    Acompanhar essas discussões valida que estamos no caminho certo e voltamos com melhorias para essa solução, projetando como o uso da IA responsável deve permear todo o nosso portfólio. 

    3. Criptografia Pós-Quântica: do roadmap para a realidade 

    A computação quântica migrou do campo teórico para o planejamento imediato, com previsões de que computadores quânticos poderão superar a criptografia clássica em breve. Durante o evento, líderes de TI foram instados a realizar inventários de ativos criptográficos e desenvolver estratégias de migração agora. 

    Para garantir a proteção de dados a longo prazo, as empresas precisam adotar tecnologias e estratégias de defesa ativa contra o abuso de IA e tráfego de bots. Na Tripla, entendemos que o gerenciamento adequado dos dados sobre os quais a IA é construída é o alicerce para essa nova fase; afinal, como resumido no evento: “você precisa de IA para proteger a própria IA”. 

     Da tecnologia à execução estratégica 

    O aprendizado central da RSAC 2026 é que ter a tecnologia de ponta não basta; a execução precisa ser estratégica. Feature mal configurada não entrega valor e pode aumentar a exposição ao risco.  

    Na Tripla, voltamos de São Francisco com o compromisso de aplicar essa visão em nossas consultorias e operações, unindo automação inteligente à sensibilidade humana para garantir que nossos clientes permaneçam disponíveis, protegidos e em conformidade

     

     

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