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    Golpes com Pix, boleto e WhatsApp em empresas: como funcionam e como evitar

    29/09/20262 min de leituraPor Rodrigo Nunes

    Os golpes financeiros mais comuns contra empresas brasileiras usam Pix, boleto e WhatsApp para desviar pagamentos: o criminoso se passa por um fornecedor, um cliente ou um diretor e induz alguém do financeiro a pagar para a conta errada. Na maioria dos casos não há invasão sofisticada, e sim engenharia social. Por isso, a principal defesa é processo: dupla checagem de pagamentos e de alteração de dados bancários, por um canal independente. Entenda o contexto em o que é phishing.

    Os golpes mais comuns

    GolpeComo funcionaControle que evita
    Falso fornecedorE-mail ou mensagem avisa que a conta bancária do fornecedor mudouConfirmar a alteração por telefone já cadastrado, nunca pelo contato da mensagem
    Boleto adulteradoBoleto legítimo é interceptado e o código de barras ou o beneficiário é trocadoConferir beneficiário e CNPJ antes de pagar; preferir DDA quando possível
    Diretor falso no WhatsAppPerfil com foto do diretor pede Pix urgente ou compra de cartões-presenteRegra clara: nenhum pagamento é autorizado por mensagem; confirmação por outro canal
    Falsa central do bancoLigação pede instalação de app, códigos ou transferência para "conta segura"Desligar e ligar para o número oficial do banco
    QR code falsoQR code em cobrança ou cartaz leva a Pix para outra contaConferir o nome do recebedor antes de confirmar o Pix

    Controles para o financeiro

    1. Dupla aprovação para pagamentos acima de um valor definido.
    2. Alteração de dados bancários só com confirmação por canal independente e registro.
    3. Conferência do nome do recebedor em todo Pix e do beneficiário em todo boleto.
    4. Proibição de autorizar pagamentos por WhatsApp, SMS ou ligação.
    5. Autenticação multifator no e-mail e no internet banking.
    6. Treinamento específico e simulações para as equipes de financeiro, compras e assistentes da diretoria.

    Se o pagamento já foi feito

    • Acione o banco imediatamente e peça a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, quando aplicável.
    • Registre boletim de ocorrência e guarde as evidências (mensagens, e-mails, comprovantes).
    • Avise a área de segurança para verificar se houve invasão de e-mail ou de contas.

    Veja também o que fazer depois de clicar em phishing e conheça a simulação de phishing e a gestão de risco humano da Tripla.

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