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    Seguro cibernético: o que é, quem precisa contratar e como reduzir seu custo

    06/10/20256 min de leituraPor Carlos Padilha
    Seguro cibernético: o que é, quem precisa contratar e como reduzir seu custo

    O seguro cibernético tornou-se um recurso essencial para proteger as finanças das empresas diante do crescimento dos ataques digitais.  

    Mais do que uma boa prática, ele já é obrigatório em setores críticos da economia brasileira, especialmente no sistema financeiro, e vem ganhando relevância também em áreas como saúde, seguros, telecomunicações e indústrias reguladas. 

    Neste artigo, você vai entender o que é o seguro cibernético, quais empresas são obrigadas a contratá-lo, como funciona sua cobertura e, principalmente, quais medidas de maturidade em segurança ajudam na redução de custos com seguro cibernético. 

    O que é seguro cibernético e para que serve 

    O seguro cibernético é uma apólice criada para cobrir perdas financeiras e responsabilidades legais decorrentes de incidentes digitais, como ataques de ransomware, vazamento de dados e interrupções de sistemas. 

    Entre as coberturas de seguro cibernético mais comuns estão: 

    • Custos de resposta a incidentes (forense digital, contenção e recuperação);  
    • Indenizações a clientes e terceiros por falha de proteção de dados; 
    • Interrupção de negócios e perda de receita;  
    • Multas e penalidades regulatórias, quando previsto em lei; 
    • Custos de comunicação e gestão de crise. 

    Em setores altamente regulados, o seguro também funciona como exigência de conformidade, reforçando a importância de tratá-lo não apenas como proteção financeira, mas como parte da estratégia de resiliência. 

    Quem é obrigado a contratar seguro cibernético? 

    No Brasil, a principal exigência regulatória está no setor financeiro.  

    A Resolução BCB nº 498 determina que Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que atuam no Sistema Financeiro Nacional (SFN) contratem seguro de responsabilidade civil e riscos operacionais, incluindo cobertura para fraude e segurança cibernética. 

    Isso abrange empresas como fintechs, bancos digitais, processadoras de pagamento, instituições autorizadas pelo Bacen e prestadores de tecnologia críticos para o funcionamento do SFN. 

    Em outros setores, como saúde, seguros, energia e telecom, ainda não há uma obrigação formal. No entanto, cresce a pressão regulatória e de mercado para que empresas demonstrem resiliência cibernética, tornando o seguro cada vez mais relevante. 

    Como reduzir o valor do seguro cibernético? 

    Seguradoras analisam a maturidade de segurança e fatores ligados à resiliência cibernética da empresa antes de definir o prêmio da apólice. Quanto mais controles a empresa comprova, menor o risco de sinistros graves — e, consequentemente, mais baixos os custos do seguro. 

    Aqui estão cinco práticas reconhecidas pelo mercado que ajudam a reduzir esse valor: 

    1. Implemente a autenticação multifator (MFA) em todo o acesso

    A Autenticação Multifator (MFA) é, muitas vezes, o requisito de segurança mais importante exigido pelas seguradoras. Ela adiciona uma camada extra de proteção além da senha, tornando muito mais difícil para invasores acessarem contas corporativas, mesmo que roubem credenciais. 

    Onde aplicar a MFA: 

    • Acesso remoto à rede corporativa (VPN, VDI). 
    • Contas de e-mail (especialmente contas de administradores e executivos). 
    • Sistemas de acesso privilegiado. 

    Implementar a MFA de forma abrangente demonstra às seguradoras que você está protegendo ativamente o principal ponto de entrada de ataques. 

    1. Mantenha backups seguros, imutáveis e isolados (Regra 3-2-1)

    A capacidade de recuperar dados rapidamente sem pagar resgate é vital. Para isso, os backups não podem ser comprometidos. As seguradoras buscam a comprovação de: 

    • Backups regulares: frequência de cópias de segurança. 
    • Imutabilidade: o backup não pode ser alterado ou excluído por ransomware após ser criado. 
    • Isolamento (Offline ou Air-Gapped): pelo menos uma cópia do backup deve estar fisicamente ou logicamente isolada da rede principal, tornando-a inatingível em caso de comprometimento da rede. 
    1. Conduza treinamentos regulares de conscientização de segurança

    O erro humano continua sendo um dos maiores vetores de ataque, especialmente através de phishing e engenharia social. 

    Ao documentar e conduzir treinamentos de conscientização de forma contínua para todos os funcionários, a empresa demonstra proatividade na mitigação do risco. Isso inclui simulações de phishing e módulos sobre como identificar ameaças. 

    Uma força de trabalho consciente é uma linha de defesa mais forte, o que é um ponto positivo crucial na avaliação de risco da seguradora. 

    1. Garanta a gestão de patches e atualizações de software

    Sistemas desatualizados são vulnerabilidades abertas. Ao avaliar o valor do seguro contra ataques cibernéticos, as seguradoras analisam a gestão de patches da sua empresa. 

    Manter softwares, sistemas operacionais e sistemas de segurança (antivírus, firewalls) rigorosamente atualizados, aplicando correções de segurança assim que são lançadas, é fundamental. 

    Atrasos na aplicação de patches demonstram falha na diligência e podem levar a um aumento nos custos do seguro, pois aumentam a probabilidade de um ataque ser bem-sucedido. 

    1. Realize uma consultoria de resiliência cibernética

    A consultoria de resiliência cibernética é um serviço estratégico que avalia o nível real de exposição da empresa a riscos digitais e organiza um programa estruturado de prevenção, resposta e recuperação.  

    Ela combina análise técnica, revisão de processos, definição de prioridades e desenho de planos práticos para aumentar a capacidade de resistir e se recuperar diante de incidentes. 

    Por que a consultoria de resiliência cibernética reduz o valor do seguro? 

    A consultoria de resiliência cibernética é um passo estratégico para qualquer empresa que deseja comprovar maturidade em segurança. Diferente de medidas isoladas, ela oferece uma visão completa da exposição a riscos digitais e orienta na construção de um plano robusto de proteção e resposta. 

    Durante a consultoria, especialistas mapeiam vulnerabilidades técnicas e processuais, analisam a eficácia de controles já existentes e direcionam investimentos para áreas prioritárias. O resultado é um plano claro de adequação, que pode incluir recomendações de soluções tecnológicas, práticas de governança, políticas de backup e planos de resposta a incidentes. 

    Para as seguradoras, esse tipo de evidência é relevante: mostra que a empresa não apenas tem boas práticas pontuais, mas sim uma estratégia estruturada de resiliência. Isso reduz a probabilidade de sinistros de grande impacto, favorecendo negociações de apólices com custos mais baixos. 

    A consultoria também fortalece a continuidade do negócio e aumenta a confiança de clientes, parceiros e reguladores. 

    Como a Tripla apoia a resiliência cibernética do seu negócio 

    A Consultoria de Resiliência Cibernética da Tripla é um serviço completo que avalia o ambiente de tecnologia, identifica vulnerabilidades e orienta as medidas necessárias para fortalecer a segurança e a continuidade do negócio. 

    Por meio de um mapeamento detalhado das atividades críticas, definição de RTOs e RPOs, testes práticos e planos de contingência sob medida, garantimos que a empresa esteja preparada para responder a incidentes e reduzir impactos operacionais e financeiros. 

     Ao resolver gaps de cibersegurança e implementar estratégias alinhadas às melhores práticas do mercado, sua empresa se torna mais resiliente e menos exposta a riscos severos. Isso não apenas aumenta a proteção do negócio, mas também ajuda a reduzir o valor do seguro cibernético ao demonstrar maturidade e preparo às seguradoras. 

     Quer saber mais sobre esse serviço? Entre em contato com os nossos consultores por aqui e entenda como a Tripla pode apoiar sua empresa a fortalecer a resiliência cibernética, reduzir riscos e negociar seguros mais competitivos. 

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    Tags:Cibersegurançaresiliência cibernéticaseguro cibernético

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